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O RAPTO DE CRIANÇAS

  • Foto do escritor: Adenildo Bezerra
    Adenildo Bezerra
  • 30 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura



No povoado Flecheiras, deste Município de Arari, aconteceu um misterioso rapto de uma criança, quando brincava no terreiro da casa de seus pais, sem nunca terem encontrado quaisquer vestígios que explicasse o fato, e que ainda permanece oculto sob o manto espesso do mistério, confirmado por pessoas que lá ainda existem.


No lugar Santo Antônio, também deste Município, foi visto, e comprovado o triste e lamentável rapto (assim) podemos afirmar) de duas crianças (meninas ambas) filhas do casal, Manoel Fernandes (Manoel Cascavel) e dona Doca (como era conhecida) quando toda a família estava a passeio naquele Retiro temporário. Afirmam, ainda pessoas da família que as meninas brincavam nas proximidades da casa quando ocorreu a tragédia. Imediatamente à falta, deram andamento à procura. E por todo o resto do dia nada conseguiram. Por toda a noite foram procuradas, e até o amanhecer nenhuma esperança se confirmou, deixando todos na mais inquietante situação.


A notícia correu célere e muita gente veio juntar-se à família, em auxílio. Centenas de pessoas continuavam nas buscas, avançando mato adentro à medida que aumentava o pessoal, e sem nenhuma trégua, passaram-se dias e noites sem nada conseguirem. Desnecessário se torna comentar a respeito da família, no tocante aos seus sentimentos, diante do inexplicável acontecimento.


Já esgotados os recursos disponíveis, desconfiaram de que se tratava de algo anormal. E por isso recorreram a outros meios, no sentido de reaver aquelas duas inocentes criaturas há dias desaparecidas. Foi aconselhado às madrinhas para usarem as toalhas do batizado, chamando-as pelo nome a todo instante da procura. Por essas e por outras, após mais alguns dias, quando já se ia passando o sétimo, o grupo constituído pelas madrinhas, já quase sem esperanças, encontrou as duas inditosas meninas, não tão longe da casa, num matagal espinhoso. Para maior surpresa e desengano de todos, uma delas já estava morta. A outra, certamente a maior, apesar de muito fraca, ainda pôde dizer que foram levadas por mulheres de cabelos compridos, e que estas não a permitiam falar às pessoas que durante o dia por ali passavam. Também a sobrevivente logo veio a falecer. Para maior sofrimento e dor da família, uma outra irmã das vítimas falecera também, em poucos dias passados àquele infortúnio.



REFERÊNCIA


SOARES, José. Ressonância de Ecos. Arari, s/d, p. 61-62.

 
 
 

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