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O misterioso sumiço do Galo de bronze da torre da igreja de Arari

  • Foto do escritor: Adenildo Bezerra
    Adenildo Bezerra
  • 26 de jun. de 2022
  • 2 min de leitura


A lenda que contaremos a seguir foi escrita por João Francisco Batalha e consta na sua obra “Um Passeio Pela História do Arari (2011, p. 322 e 323). Vamos conhecê-la!


A lenda local conta que os católicos de Arari estavam divididos entre os que queriam conservar no mesmo local a igreja da então vila - com a mesma fachada, aplicando-lhe apenas substanciais reformas, devido aos seus 120 anos de edificação - e aqueles que advogavam a construção de um novo templo, mais amplo e com diferente contextura, recuado e um pouco à esquerda do primitivo.


Contrariando os mais conservadores, venceu a segunda corrente, empolgando a maioria dos moradores da vila. No esboço da nova igreja, o galinho não ocuparia mais o seu lugar de destaque no cimo da igreja. No entanto, na noite que se seguiu à decisão, houve em Arari um grande temporal e, para espanto de todos, o galinho de bronze que ficava na torre do templo católico não amanheceu.


Procurado, em vão, nos arredores da igreja, fora encontrado, posteriormente, na outra margem do rio Mearim, a mais de cem metros de distância, causando admiração a todos, pelo peso que representava aquela estatueta de bronze atirada a tamanha distância, por um simples vendaval.


Encontrado e recolhido à igreja, o galinho desapareceu misteriosamente, para nunca mais ser encontrado. Talvez tenha sido derretido em uma das oficinas de ferreiro que existiram no município, corroído pela ação do tempo, ou esteja em esconderijo de pessoas fanatizadas em ocultar objetos antigos.


Respondia pela paróquia de Arari, naquela época, o Padre Eliud Nunes Arouche, vigário de Vitória do Mearim, que tinha como auxiliar e cooperador, na paróquia de Nossa Senhora da Graça, o seu irmão e padre, Manuel Nunes Arouche. Dotado de grandes virtudes sacerdotais, Monsenhor Arouche era natural de São Vicente Férrer e vigário de Viana, e foi na condição de cooperador da paróquia de Arari," apoiado pelo irmão, que iniciou a construção da atual Igreja Matriz, convencendo as autoridades e o povo da terra sobre a necessidade de se construir um novo, maior e mais bonito templo, para a então vila, e assim o fez a partir de 1932.



REFERÊNCIA


BATALHA, João Francisco. Um Passeio Pela História do Arari. 2ª edição, São Luís, 360º Gráfica e Editora, 2011, p. 322-323.


 
 
 

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