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IGARAPÉ DO ARARI: ASPECTOS HISTÓRICOS, GEOGRÁFICOS E AMBIENTAIS

  • Foto do escritor: Adenildo Bezerra
    Adenildo Bezerra
  • 3 de mar.
  • 2 min de leitura

FOTO: Google Earth
FOTO: Google Earth

O Igarapé do Arari tem sua nascente nos campos baixos que circundam a cidade homônima, localizada no estado do Maranhão, e deságua na margem direita do Rio Mearim. Historicamente, o igarapé foi uma importante fonte de recursos pesqueiros para a população local. Seu percurso abrange uma pequena porção do território arariense e, ao atravessar a BR-22, é transposto por uma ponte com aproximadamente três metros de extensão. Entretanto, não há registros precisos acerca da sua extensão total. Durante o período chuvoso, o igarapé estabelece comunicação com o rio Nema.

No que tange ao seu significado histórico, o Igarapé do Arari está registrado no Dicionário Histórico e Geográfico da Província do Maranhão (1970), de César Marques, na página 90. Há evidências que sustentam a hipótese de que o topônimo "Arari" derive do próprio igarapé, visto que, no tupi-guarani, "arari" significa "rio de araras". O historiador Washington Cantanhede, em sua obra 1784 e outros momentos marcantes da história de Vitória do Mearim (2024, p. 113), argumenta que o nome "Arari" compartilha uma estrutura toponímica comum a outros hidrônimos brasileiros, como Jaguari, Jacaraí, Jejuí e Capivari, todos caracterizados pelo sufixo "i", que denota a presença de água, rio ou lago. Cantanhede defende a tese de que "Arari", originalmente, denominava o riacho que cortava a região e que, com o desenvolvimento do povoado em suas imediações, este acabou por herdar seu nome.

No que concerne às questões ambientais, o Igarapé do Arari enfrenta desafios comuns aos recursos hídricos em zonas urbanizadas. Entre os principais impactos observados, destacam-se o assoreamento, a supressão da mata ciliar, a erosão das margens, a redução da fauna aquática, a salinização das águas devido à proximidade com o oceano, além do acúmulo de resíduos sólidos e despejo de efluentes urbanos. Apesar de sua relevância histórica, econômica, ambiental e social, o igarapé não recebe a devida atenção por parte da população local nem do poder público municipal, pois, assim como o Nema, é genuinamente arariense.

Diante desse cenário, faz-se necessária a implementação de medidas de preservação e revitalização, incluindo programas de educação ambiental, fiscalização efetiva das atividades impactantes e projetos de recuperação ecológica, a fim de garantir a sustentabilidade desse importante recurso hídrico.

 

REFERÊNCIAS

CANTANHEDE, Washington. 1784 e outros momentos marcantes da história de Vitória do Mearim. São Luís, 2024, p. 113.

MARQUES, César Augusto. Dicionário Histórico-Geográfico da Província do Maranhão. Rio de Janeiro. Ed. Fon-fon e Seleta, 1970, p. 90.

 

 
 
 
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 2017. Adenildo Bezerra. Todos os direitos autorais reservados. 

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