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Lago da Morte: um lago que não é lago

  • Por Adenildo Bezerra
  • 22 de jun. de 2019
  • 2 min de leitura

FOTO: Adenildo Bezerra


O “Lago” da Morte, na verdade, é uma extensa planície que se localiza numa área baixa do município de Arari. Essa planície durante o período chuvoso fica inundada por um exato período de seis meses, ou seja, de dezembro a julho. Quando chega o período de estiagem ela seca totalmente.


O Lago da Morte fica a 5km de distância da sede do município de Arari. Não se sabe qual o seu diâmetro ou área. No entanto, por aproximação, estima-se uma extensão de 24km. O acesso a esse ecossistema híbrido se dar por uma estrada vicinal que, no período estival, possui boa trafegabilidade. Ao seu redor encontram-se árvores de pequeno e médio porte, além de plantas arbustivas como, mata-pastos, crivirizeiros, embaubeiras, axixazeiros, geniparanas, popoqueiras, unha-de-gato, etc. Vários igarapés cortam o “lago”, entre eles o lendário Igarapé do Nema, o principal manancial dessa, digamos, mine bacia hidrográfica. Inúmeras aves piscívoras procuram o Lago da Morte para reproduzirem e se alimentarem. São marrecas, jaçanãs, garças, graúnas, socós, dentre outras.


O lago é rico em pequenos peixes, sobretudo, “peixes pretos”, como são conhecidos a traíra, o jejú e carambanja pelos moradores locais. Quando chega o período chuvoso, é possível pescar peixes como a curimatá, o capadinho, a branquinha, o aracu, piau, dentre outras espécies. Quando seca, o peixe mais pescado no “lago” é a piaba, por sinal, muito apreciada pelos ararienses.


O Lago da Morte durante o período de seca propicia uma excelente alternativa de lazer e diversão. Faz-se piqueniques, festejos (como a festa do sol, atualmente extinta) ou simplesmente passeios matinais ou nos fins de tarde. Vários grupos de pessoas se reúnem a vão para o lago da Morte onde aproveitam para pescar e assar peixes, contemplar a paisagem ou para jogar futebol no macio “tapete” verde natural, feito de capim-de-marreca. É comum também nesse período desenvolver-se a pecuária extensiva. Criadores locais soltam cavalos e bois para pastarem na grande planície. A pecuária não é muito favorável à preservação desse patrimônio natural arariense.


Do mesmo modo, presença constante de pessoas também causam impactos ambientais ao lago, pois muitas delas, de forma mal-educada, deixam lixo espalhados por todo lado. Faz-se necessário um trabalho de proteção e sensibilização ambiental com o intuito de mantermos esse exuberante local para a posteridade. Afinal, exuberância e riqueza natural ainda fazem parte desse pedaço de chão divino. Não basta apenas contemplar e reconhecer o lago da Morte como patrimônio do povo. É imprescindível ações de educação ambiental e de fiscalização a fim de preservar o lago e torná-lo ambientalmente sustentável e com potencial turístico consciente.

 
 
 
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