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Projeto Meandros: resultados parciais

  • Por Adenildo Bezerra
  • 14 de jan. de 2017
  • 2 min de leitura

O professor Fabrício Brito Silva, doutor em sensoriamento remoto, apresentou, nesta quinta-feira (12/ 01/ 2017), para um seleto público composto por secretários do governo municipal de Arari, membros do Conselho Municipal de Meio Ambiente, acadêmicos da ALAC e da AVL e demais funcionários da Secretaria de Municipal de Meio Ambiente, os resultados parciais do “Projeto Meandros”, obtidos ao longo do ano de 2016.

O projeto originalmente intitula-se “Estimativa Espaço-Temporal dos Impactos Ambientais Decorrentes da Mudança no Curso Baixo do Rio Mearim Consequente de Erosão dos Meandros”. Trata-se, portanto, de uma pesquisa minuciosa sobre o rompimento de meandros (curvas do rio) e suas prováveis consequências físicas e socioeconômicas. Dentre estas consequências, segundo explanou o professor Fabrício Brito, estão o avanço da língua salina; o aumento da força da maré; o assoreamento do Mearim; a extinção de espécies ictiológicas; o avanço do rio sobre as habitações ribeirinhas e; a impossibilidade de abastecimento urbano com água doce.

O professor mostrou como os dados estão sendo trabalhados e, a cada dezesseis dias, capta novas imagens via satélite da área estudada e compara, juntamente com a sua equipe de trabalho, com outras imagens de satélites desde o ano de 1974 até os dias atuais, justamente para ter uma visão precisa das mudanças causadas no Mearim devido ao rompimento dos seus meandros.

De acordo com o pesquisador, cada meandro sofre uma erosão de 57,36 metros por ano. E através de uma função matemática apresentada por ele, já é possível dizer, com exatidão, que o rompimento do primeiro meandro, por ele denominado de Meandro Golfão, por sua proximidade com a foz do Mearim, o Golfão Maranhense, irá ocorrer no ano de 2028. “O rompimento deste primeiro meandro, já daqui a onze anos, irá acelerar o rompimento dos demais. Isso nós já podemos prever com toda certeza”, esclareceu Fabrício. Partindo da foz do Mearim até a montante da cidade de Arari, catorze meandros estão sendo estudados. A pesquisa se estenderá por mais dois anos. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente – SEMATEC – está articulando um grande seminário técnico para o mês de novembro do corrente, a fim de apresentar os resultados parciais desta importante pesquisa para a sociedade em geral.


Rio Mearim. Foto retirada da internet.

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 2017. Adenildo Bezerra. Todos os direitos autorais reservados. 

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